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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Mosaico
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Iluminura da obra de Hildegarda de Bingen: Eva.
Satanás, Eva e o Pecado Original na obra de Hildegarda de Bingen
Carmen Lícia Palazzo
Hildegarda, conhecida como de Bingen, nasceu em 1098, em Bermersheim, próximo a Mainz, e viveu até 1179, deixando uma extensa e luminosa obra que inclui relatos de visões, peças de teatro, música, poesia, escritos de história natural e de medicina, e uma vasta correspondência trocada tanto com personalidades de destaque quanto com pessoas simples que a consultavam sobre questões temporais e espirituais.
Encaminhada aos oito anos de idade para o mosteiro de São Disibodo, teve ali a oportunidade de aprender a ler e a escrever em latim, com acesso a um nível de educação que dificilmente seria possível para uma mulher do século XII em um ambiente laico. O aprendizado do latim foi, sem dúvida, uma das condições essenciais para que mantivesse, durante toda a sua vida adulta, um importante relacionamento epistolar com destacadas figuras de sua época, tais como Bernardo de Claraval, os Papas Eugênio III, Adriano IV e Alexandre III, entre outros. Mas foi o reconhecimento, pela alta hierarquia eclesiástica, de sua obra visionária Scivias[1] (abreviatura provável de Scito vias Domini) que abriu as portas para que se tornasse aceita como autoridade em exegese bíblica.
O interesse do cistercense Bernardo de Claraval, figura de destaque em toda a Cristandade, foi decisivo para que os escritos de Hildegarda recebessem aprovação. Foi Bernardo quem a recomendou com entusiasmo a seu amigo e ex-discípulo, o Papa Eugênio III, ele mesmo originariamente um monge. Em 1147, Eugênio convocou um Sínodo em Trier, região renana de Mainz, da qual fazia parte o mosteiro de São Disibodo. Naquela oportunidade, aproveitando a presença, em terra germânica, das mais significativas autoridades da Igreja, o arcebispo de Mainz solicitou uma comissão com o objetivo de avaliar o trabalho da monja que estava sob sua jurisdição – comissão esta enviada em seguida pelo próprio Papa que, logo depois da avaliação, deu sua aprovação pessoal e entusiasta ao Scivias ainda em fase de elaboração.[2]
O apoio papal abriu espaço para que Hildegarda pudesse falar e escrever a partir de uma posição de autoridade. Com a divulgação de seus escritos a visionária percebeu que a subordinação ao mosteiro masculino principal de São Disibodo já não lhe servia. Fundou, então, o convento exclusivamente feminino de São Ruperto, próximo a Bingen, onde se instalou como abadessa a partir de 1150.
Não apenas nos escritos visionários, mas ao longo de toda a sua vida, a variedade de situações e de assuntos abordados por Hildegarda foi tão grande que o historiador Peter Dronke chegou a compará-la ao filósofo muçulmano Avicena.
Na Idade Média, apenas Avicena é, de alguma forma, comparável [a Hildegarda]: cosmologia, ética, medicina e poesia mística estão entre os campos conquistados por ambos, o mestre persa do século XI e a “sibila do Reno” do século XII.[3]
No Scivias, escrito entre 1141 e 1151, Hildegarda elabora com grande riqueza de detalhes vinte e seis visões que teria recebido, segundo sua própria explicação, de forma súbita e clara, dando-lhe acesso ao entendimento dos Livros Sagrados. Na apresentação da obra, relata um pouco de sua sensibilidade visionária, contando que desde a infância já ocorriam tais manifestações. Explica, ainda, que na clausura recebeu o que considerou como uma ordem divina para divulgar o que lhe transmitia uma “Luz Viva”. Em seus textos visionários, mergulha no pensamento simbólico e dele extrai as referências que dão forma às suas reflexões. Trabalho já de maturidade, a redação do Scivias é assim justificada pela autora:
(…) quando eu tinha quarenta e dois anos e sete meses, o Céu se abriu e uma ardente luz de imenso brilho veio e permeou todo o meu cérebro, todo o meu coração e todo o meu peito (…) de repente eu conheci o sentido do que estava exposto nas Escrituras, tal como o Saltério, os Evangelhos e outros volumes católicos tanto do Velho quanto do Novo Testamento (…)[4]
As visões são sempre apresentadas de modo a ir desvendando aos poucos e minuciosamente os significados de cada uma delas. Inicialmente Hildegarda fornece uma exuberante descrição das imagens que vê no decorrer do processo no qual está imersa, interpretando-as em seguida enquanto exegese bíblica. Deixa claro, porém, em repetidas afirmações, que tudo o que interpreta e explica acerca dos Livros Sagrados, é inspirado pela “Luz Viva”.
Para um exame do tema do Pecado Original quanto à culpabilização de Eva e de Satanás na obra de Hildegarda de Bingen, a referência mais importante encontra-se na segunda visão da primeira parte do Scivias, na qual o tema principal é o da Criação e da Queda. Ao relatá-las, a abadessa inicia descrevendo as imagens que vislumbrou quando ocorreu o episódio visionário:
Então eu vi como se fosse uma grande multidão de lâmpadas vivas que recebiam um fulgor ígneo e adquiriam um esplendor sem sombras. E eis que um buraco de grande amplitude e profundidade apareceu como uma boca, como a boca de um poço, emitindo ardente fumaça com grande mau cheiro e da qual uma odiosa nuvem se espalhou e tocou uma enganadora forma em feitio de veios. E, numa região de claridade, despontou uma nuvem branca que surgiu de uma bela forma humana e continha em si mesma [a nuvem] muitas e muitas estrelas e assim sendo, excluiu ambas, a nuvem branca e a forma humana, daquela região. Quando isto foi feito, um luminoso esplendor circundou aquela região e todos os elementos do mundo que antes tinham existido em grande quietude se voltaram para a maior agitação e apresentaram horríveis terrores.[5]
Conforme explicação da própria Hildegarda, esta visão relata de forma simbólica a queda de Lúcifer e de seus seguidores bem como o pecado de Adão e Eva. Assim, após a descrição em palavras do que teria se constituído em uma exuberante iconografia visionária, segue-se o detalhamento minucioso dos ensinamentos que podem ser inferidos das imagens. Passo a passo, são transmitidos os significados do que foi vislumbrado.
Ao explicar o material visionário referente à Queda e ao Pecado Original Hildegarda acusa Satanás pela desobediência de Eva – uma Eva que é alegoricamente representada por uma nuvem cheia de estrelas, levando em seu corpo toda a humanidade.
A abadessa escreve da maneira um tanto torneada que lhe é característica:
Eva (…) foi invadida pelo Diabo através da sedução da serpente para sua própria queda. Por que isto? Porque ele sabia que a suscetibilidade da mulher seria mais facilmente conquistada do que a força do homem; e vendo Adão, ardendo com tanta veemência em seu amor por Eva, que se ele, o Diabo, a conquistasse, Adão faria qualquer coisa que ela dissesse.[6]
Desta forma, ao questionar a motivação de Satanás para tentar Eva, Hildegarda não discorre sobre as supostas falhas graves da natureza feminina, tão ao gosto da mentalidade medieval, mas refere-se apenas à suscetibilidade da mulher. Enfatiza, ainda, o amor de Adão por sua companheira, o que o leva a segui-la. Ou seja, não abre espaço para palavras duras nem para um discurso condenatório estereotipado.
Continuando a explicar o significado da visão, Hildegarda retorna à imagem mais forte, e talvez central, na qual o Diabo lança tanto a nuvem brilhante quanto a forma humana para fora da região de luz, pois lançou ele mesmo Adão e Eva na escuridão, ao provocar a expulsão de ambos do Paraíso. Segue, então, demonstrando como Satanás alcançou seu propósito:
Primeiro enganando Eva, assim ela poderia adular e acariciar Adão e então conseguir seu consentimento, posto que ela própria, mais do que qualquer outra criatura, poderia levar Adão à desobediência, já que tinha sido feita da sua costela.[7]
Hildegarda utiliza-se da afirmação de que a mulher é feita a partir do homem no sentido de que, sendo da mesma carne, da mesma origem, é a única criatura que pode ter ascendência sobre ele. Assim, Satanás tentou Eva, que tentou Adão – não porque a mulher fosse menos do que o homem e portadora de outra índole, tendente à perversidade, mas porque ele sabia que este era o caminho que o conduziria a Adão, levando, desta maneira, ambos ao pecado.
Na sétima visão da segunda parte do Scivias a abadessa retorna ao tema de Satanás, mantendo a riqueza explicativa presente em toda a sua obra. Dá uma detalhada descrição física da simbólica besta do mal, uma serpente com cara de dragão, que possui mãos iguais às de uma pessoa, segundo Hildegarda para permitir “que pratique suas artes nas ações humanas”.[8] A tese central desta visão é a de reforçar a responsabilidade do Diabo como incitador do pecado. Monstro temível que assola o imaginário medieval, é descrito com muitos detalhes, visando, sem dúvida alguma, a apresentá-lo como o terror que age à parte e que luta ferozmente desejando corromper toda a Criação. As duas iluminuras que, no Scivias, acompanham esta visão, ilustram a presença de Satanás. Em ambas a representação pictórica se assemelha muito à descrição da abadessa.[9]
Em outra de suas obras visionárias, o Liber Divinorum Operum, Hildegarda refere-se à tentação de Eva por Satanás, motivada pela inveja:
(…) porque ele reconheceu que através da procriação ela era a raiz de toda a raça humana. Odiando-a enormemente, ele disse a si mesmo que nunca deixaria de persegui-la até afogá-la no mar(…)[10]
A mulher ocupa uma posição central e relevante na obra de Hildegarda. Se a abadessa optasse por uma efetiva culpabilização de Eva, seguindo a linha agostiniana, certamente seria muito difícil sustentar a independência que ela própria sempre demostrou possuir.
Chega a ser surpreendente para a época sua afirmação muito direta de que “a mulher foi criada do homem assim como o homem foi feito para a mulher.”[11] Nesta passagem do Scivias a abadessa distorce até mesmo o posicionamento de Paulo, citando-o de maneira não muito clara, já que ele estava longe de pretender uma igualdade entre o homem e a mulher. Mas Hildegarda faz o possível para amenizar qualquer posição que possa ter o significado de identificar Eva e suas descendentes como as pecadoras por excelência.
Em sua imensa e diversificada correspondência evidencia-se uma personalidade forte e com posições firmes sobre temas relevantes tanto em assuntos religiosos quanto políticos, o que não retrata alguém simples e humilde como Hildegarda muitas vezes se apresentava.[12] Há uma carta especialmente representativa de sua maneira de ser, da importância que dá ao fato de poder marcar seu espaço. Trata-se da resposta incisiva a críticas que lhe foram endereçadas por Tengswich, superiora de Andernach. Tengswich pergunta sobre as irregularidades que estariam ocorrendo entre as monjas de Hildegarda, que participavam das cerimônias religiosas com os cabelos soltos, usando como parte do vestuário véus de seda muito longos, e adornadas com anéis de ouro. Para Tengswich tudo isto demonstrava uma excessiva preocupação com a aparência e falta de modéstia.[13]
A abadessa de Bingen responde com muita segurança explicando que as recomendações de modéstia tanto nos penteados quanto no vestuário só se aplicavam a mulheres casadas, que não deviam se expor na frente de homens estranhos. As virgens – e principalmente as monjas – não eram obrigadas a cobrir seus cabelos e podiam usar todos os seus adornos.[14] Evidentemente nem todos os responsáveis por mosteiros beneditinos estariam de acordo com estas afirmações e certamente muito menos os cistercenses de seu austero protetor Bernardo.
Em inúmeras passagens da obra hildegardiana é possível detectar a importância que atribui à beleza, aos rituais e à música. Fica evidente, também, uma certa concepção do feminino que se encaixa perfeitamente na idéia que transmite de Eva, acima de tudo sensível e suscetível de acreditar na envolvente maldade de Satanás.
Seria muito simples, no entanto, afirmar que Hildegarda isentou sempre a humanidade de toda a culpa com relação aos pecados e aos chamados “vícios” dos quais tanto se ocupou a literatura medieval. Ainda que seja possível constatar com muita clareza sua posição no que diz respeito a Eva, ao não culpabilizá-la com a maior parcela de responsabilidade no Pecado Original, em outras passagens de sua obra há duras referências a determinados comportamentos, inclusive de religiosos que cedem à luxúria e abrem o caminho para o crescimento de heresias, como a dos cátaros.[15] Em suas críticas, a abadessa não diferencia homens e mulheres, religiosos ou leigos.
Do final do Scivias consta uma peça musical que Hildegarda escreveu para ser encenada pelas monjas de sua abadia. Representa a luta entre o Diabo e as Virtudes, com a exemplar vitória destas últimas.[16] O texto é alegre, sem nenhum traço de amargura ou de pessimismo pelos erros humanos. Aliás, é possível constatar que em toda a obra de Hildegarda se faz presente um olhar otimista sobre a humanidade, uma vontade de exaltar, em vez de denegrir, as ações das mulheres e dos homens. Esta peça de encerramento do Scivias reproduz parte de outra maior, também escrita por Hildegarda, o Ordo Virtutum[17], que se compõe de oitenta e duas poesias musicadas. Azucena Fraboschi destaca que, no Ordo Virtutum, não há o tradicional embate entre vícios e virtudes, e sim entre estas últimas e o Diabo. E, de todos os personagens, Satanás é o único que não canta. Fraboschi lembra que, para Hildegarda, a música tem uma função sagrada que não poderia ser exercida pelo representante do mal.[18]
Uma questão que vale a pena ser colocada e sobre a qual é possível continuar refletindo em uma pesquisa mais aprofundada sobre Hildegarda de Bingen é a do porquê de tanta presteza das maiores autoridades eclesiásticas do século XII, em especial de Bernardo de Claraval e do Papa Eugênio III, em apoiar uma escritora até então desconhecida, quando esta se encontrava ainda na fase inicial de sua obra, em 1147. E também o porquê da abadessa ter sido autorizada, não apenas a divulgar todo um complexo quadro visionário que nem sempre estava de acordo com a ortodoxia vigente, mas também a pregar em público, o que era espantoso para uma mulher, em qualquer fase da história da Igreja e não apenas na Idade Média.
Em nosso entender, tudo indica que, por um lado, Bernardo viu em Hildegarda a brilhante expressão da teologia monástica. Mas, por outro lado, além do entusiasmo, pelo trabalho em si, caberia refletir sobre a idéia de que o rápido e efetivo apoio se devesse não apenas às inegáveis qualidades intrínsecas da obra, mas também ao fato do Scivias não se filiar à vertente intelectual abelardiana – que havia sido atacada pelo próprio Bernardo alguns anos antes. Hildegarda era uma representante do que havia de melhor no imaginário contemplativo do monaquismo beneditino. Ao contrário de Abelardo, cuja obra prefigurou a discussão em torno de uma racionalidade mais voltada para o que se constituirá no debate acadêmico dentro das universidades, a abadessa renana mergulhou no pensamento simbólico e dele extraiu as referências que deram forma às suas idéias. A insistência de Hildegarda em sua humildade, reafirmando em inúmeras passagens de seus textos que era apenas um veículo para a palavra sagrada, para a “Luz Viva”, abriu espaço para que sua interpretação das escrituras fugisse muitas vezes à visão corrente do século XII.
O certo é que, mesmo afirmando-se mensageira do poder divino, Hildegarda de Bingen teve que se mover fazendo uso da inteligência e da habilidade para poder participar ativamente de um contexto intelectual rico e cambiante, no qual conviviam o ascetismo cistercense e o luxo de Cluny, a ortodoxia religiosa e a razão. Logo depois, a partir do século XIII, com o predomínio das ordens mendicantes, com o aumento da repressão às heresias e sobretudo com o crescimento da importância das universidades como lugar de produção do saber, torna-se mais estreito o espaço para o surgimento de uma personalidade feminina como a da abadessa renana. E a figura emblemática de Eva não encontrará tão cedo outra defensora tão ilustre.
[1] A melhor fonte para trabalhar com o Scivias é a editada por Aldegundis Führkötter e Angela Carlevaris, em dois volumes: HILDEGARDA. Scivias. CCCM, 43 e 43-a; mas o texto completo também se encontra em: SANCTA HILDEGARDA ABBATISSA. Opera Omnia, PL, 197.
[2] Para maiores detalhes sobre a biografia de Hildegarda, ver Sabina FLANAGAN. Hildegard of Bingen: a Visionary Life. Londres: Routledge, 1998.
[3] O cognome de “sibila do reno” era devido às habilidades de profetisa atribuídas a Hildegarda. Peter DRONKE. Women Writers of the Middle Age. Cambridge: Cambridge University Press, 2001, p.144. [As traduções de todas as citações são de nossa autoria.]
[4] HILDEGARDA. Scivias, CCCM, 43, I, Protestificatio, p. 3
[5] Idem, I, 2, p. 13.
[6] Idem, I, 2, 10, p.19.
[7] Idem, ibidem.
[8] Idem, II, 7, 10, p.315
[9] O Scivias é todo ele ilustrado com magníficas iluminuras que diversos especialistas supõem tenham sido realizadas sob a orientação da própria Hildegarda, talvez por uma de suas monjas. Esta rica iconografia merece um estudo à parte, tanto do ponto de vista artístico quanto pelo seu conteúdo simbólico. São ao todo trinta e cinco ilustrações. Madeline Caviness, no entanto, atribui à própria abadessa a autoria das iluminuras, mas o mais provável é que Hildegarda tenha participado apenas da supervisão do trabalho, caso contrário haveria algum registro de sua atividade também como artista. Ver, sobre esta questão: Madeline CAVINESS. “Artist” in Barbara NEWMAN (org.). Voice of the Living Light. Berkeley: University of California Press, 1988, pp.110-124 e Barbara NEWMAN. Sister of Wisdom. Berkeley: University of California Press, 1997, pp.17-18.
[10] SANCTA HILDEGARDA ABBATISSA. Liber Divinorum Operum, PL, 197, p.915.
[11] HILDEGARDA. Scivias, op. cit., I, 2, 12, p. 21.
[12] Para mais detalhes sobre a escrita de Hildegarda ver Carmen Lícia PALAZZO “Hildegard de Bingen: o excepcional percurso de uma visionária medieval” in Alexander FIDORA e Jordi PARDO PASTOR (coord.) Mirabilia: Revista de História Antiga e Medieval, 2, 2003, pp.113-120 (ou o mesmo texto na revista eletrônica www.revistamirabilia.com.)
[13] HILDEGARDA BINGENSIS. Epistolarium: Pars Prima, CCCM, 91, pp. 125-126.
[14] Idem, pp. 127-128.
[15] Ver, sobre as críticas de Hildegarda a membros da Igreja e sobre sua preocupação com a heresia cátara, HILDEGARDA BINGENSIS, Epistolarium…, op. cit., pp. 34-44.
[16] HILDEGARDA. Scivias, CCCM, 43-a, III, 13, pp. 622-629.
[17] Ver a excelente edição bilíngue latim-inglês, traduzida, anotada e comentada por Peter DRONKE. “Ordo Virtutum” in Nine Medieval Latin Plays. Cambridge: Cambridge University Press, 1994, pp. 147-184,
[18] Azucena Adelina FRABOSCHI. Hildegarda de Bingen: La extraordinaria vida de una mujer extraordinaria. Buenos Aires: EDUCA, 2004, p.143.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
jades expostos no Field Museum em Chicago
sexta-feira, 20 de março de 2009
Bibliografia Básica sobre Oriente Médio
Para meus alunos, aqui está uma bibliografia para melhor entender uma região rica de história e também de conflitos. Nem sempre as traduções para o português são de boa qualidade. Sugiro que busquem os originais no site de um sebo com preços muito acessíveis: www.abebooks.com
FRIEDMANN, Thomas. From Beirut to Jerusalém (updated with a new chapter). N. York: Anchor Books (Random House), 2007.
FROMKIN, David. Paz e guerra no Oriente Médio. Rio de Janeiro: Contraponto, 2008.
HOURANI, Albert. Uma história dos povos árabes. São Paulo: Companhia das Letras. Há uma edição esgotada de 1995 e uma edição de 2006 da Companhia de Bolso, que é da Companhia das Letras.
KHATAMI, Muhammad. Dialogo entre civilizações: O Irã contemporâneo e o Ocidente. São Paulo: Attar, 2006.
KEDDIE, Nikki R. E MATTHEE, Rudi. Iran and the surrounding world. Seattle: university of Washington Press, 2002.
LEWIS. Bernard. From Babel to Dragomans: Interpreting the Middle East. Oxford: Oxford University Press, 2004.
LEWIS, Bernard. What went wrong: Western Impact and Middle Eastern Response. Oxford: Oxford University Press, 2002.
LEWIS, Bernard. The Middle East. N. York: Touchstone, 1997.
MACKEY, Sandra. The Iranians: Persia, Islam and the Soul of a Nation. N. York: Plume Book, 1996.
NAKACH, Yitzhak. The Shi’is of Iraq. Princeton University Press, 2003.
NASR, Vali. The Shia Revival. NYork: W.W. Norton, 2006.
NORTON, Augustus Richard. Hezbollah. Princeton: Princeton University Press. 2007.
RASHID, Ahmed. Jihad. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
SCALERCIO, Márcio. Oriente Médio. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
